TDAH e TOD, quais as diferenças?

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Paulinha Psico Infantil

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Olá, sou a Paulinha, psicóloga infantil com foco em transtornos do neurodesenvolvimento. Crio conteúdos na internet desde 2015 e ajudo milhares de mães e outras profissionais da área todos os dias aqui e em minhas redes sociais.

Transtornos como o TDAH e TOD estão presentes na vida de milhões de pessoas. Apesar disso, muitas pessoas custam a entender que eles, assim como outros transtornos, são sim diferentes e não devem ser trabalhados da mesma maneira.

Muitos pais também têm dificuldades em aceitar que seus filhos podem ter algum tipo de transtorno neurológico, demorando a buscar uma ajuda adequada, podendo prejudicar o desenvolvimento dos pequenos.

Por isso, é importante entender como esses transtornos se apresentam e quais são suas características. Isso é fundamental para que você saiba se o seu filho pode ou não possuir alguma dessas condições.

O que é TDAH?


Primeiramente, para compreender as diferenças entre TDAH e TOD, é importante entender exatamente sobre o que se trata essas siglas.

TDAH é a sigla designada para Transtorno do déficit de atenção com hiperatividade. Ou seja, é uma condição, na grande maioria das vezes, genética, mas que também pode se manifestar por causas ambientais e biológicas. 

Atualmente o TDAH atinge cerca de 3 a 5% da população mundial, de acordo com dados da Associação Brasileira do Déficit de Atenção. 

Esse transtorno pode começar a ser perceptível ainda na infância, nos primeiros anos de vida das crianças, mas com mais clareza durante os primeiros anos da fase escolar. Ainda, é uma condição que pode acompanhar o indivíduo durante todas as fases da vida.

Existem algumas características específicas tanto no TDAH e TOD que ajudam a diferenciá-los. No transtorno do déficit de atenção, alguns dos principais indicadores são inquietude, desatenção e hiperatividade. Entretanto, é possível identificar traços ainda mais particulares desse transtorno, que podem ser observados no dia a dia:

  • Dificuldade em se atentar a detalhes;
  • Dificuldade em finalizar tarefas diárias;
  • Problemas na organização;
  • Fácil distração;
  • Outros;

Observando algumas dessas características e especificidades, é possível a detalhar o tipo de TDAH, como TDAH tipo desatento, TDAH tipo hiperativo/impulsivo e TDAH tipo combinado.

O que é TOD?

Já o TOD, sigla que representa o Transtorno Opositivo-Desafiador, é um transtorno que se caracteriza por demonstrar padrões de comportamentos negativos.

Muitos pais têm dificuldades em identificar se seus filhos possuem TDAH e TOD, ou um dos dois. Contudo, o TOD é uma condição que representa uma conduta desafiadora, normalmente direcionada aos pais ou responsáveis pela criança. 

Ou seja, o Transtorno Opositivo-Desafiador é caracterizado, essencialmente, por comportamentos que desafiam principalmente os familiares e amigos, podendo ser agressivos. Crianças que têm TOD costumam não obedecer regras e não lidam bem com frustrações, chorando e fazendo birra quando são contrariadas. 

Dessa maneira, desafiar regras, brigar com os pais ou responsáveis frequentemente, dificuldades em se manter calmo, expressar os sentimentos através de revolta e gritos, entre outros, são características conhecidas do TOD. 

Diagnóstico baseado no DSM-V

Assim como em outros transtornos conhecidos, como o TEA (Transtorno do Espectro Autista), o ideal é que o diagnóstico de TDAH e TOD sejam feitos o mais cedo possível, possibilitando um acompanhamento adequado para melhorar a qualidade de vida dessas crianças durante a infância e nas outras fases da vida.

O principal meio para diagnóstico de TDAH e TOD são baseados nas informações do DSM, ou seja, o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, constantemente atualizado pela Associação Americana de Psiquiatria (APA). Atualmente o manual está na quinta edição, estabelecido como o DSM-V.

O DSM-V é um guia utilizado por profissionais de diferentes áreas da saúde, como a psicologia, psiquiatria, neurologia, entre outros, sendo referência mundial.

Dentro do DSM-V é possível encontrar critérios bastante detalhados para auxiliar e coordenar o diagnóstico de diferentes transtornos. Nesse sentido, profissionais que realizam o diagnóstico de TDAH e TOD, como psiquiatra ou um neurologista, utilizam desses critérios representados para determinar o transtorno com mais assertividade. 

Quais as semelhanças entre TDAH e TOD?

Ambos TDAH e TOD são transtornos mentais bastante conhecidos e com sintomas que se assemelham de certa forma, visto que, crianças que possuem essas condições costumam apresentar comportamentos que fogem do padrão do desenvolvimento infantil.

Entretanto, a relação entre TDAH e TOD pode estar ainda mais presente na vida dos pequenos. O TOD representa um padrão de comportamento, mantido por pelo menos 6 meses, podendo ser uma das características apresentadas em crianças com TDAH, visto que, esse é um transtorno que não possui uma causa específica, como a genética.

 E quais as diferenças?

Apesar de poderem “combinar” entre si, TDAH e TOD possuem mais diferenças do que semelhanças. 

Enquanto o primeiro é um transtorno neurobiológico, normalmente de causa genética, o TOD pode ser adquirido no desenvolvimento da criança, principalmente pelo ambiente familiar em que o pequeno está inserido, como em ambientes com familiares abusadores, agressivos ou negligentes. 

 Além disso, outro ponto importante para entender a diferença entre TDAH e TOD são os padrões de comportamento. Enquanto uma criança com TOD apresenta certos padrões comportamentais, principalmente a agressividade e irritabilidade, as crianças com TDAH não agem sempre da mesma maneira. 

É justamente por isso que o diagnóstico de TOD deve ser realizado após uma observação de pelo menos 6 meses no comportamento da criança, exatamente para identificar esse padrão de comportamento desafiador e agressivo. 

Quais outros transtornos podem ser confundidos?

Apesar de TDAH e TOD serem transtornos bastante conhecidos, existem outros que possuem características semelhantes, fazendo com que os pais tenham ainda mais dificuldade em identificar, necessitando a ajuda de especialistas que entendem do assunto.

O TEA (Transtorno do Espectro Autista), também é um transtorno presente na vida de milhões de pessoas no mundo todo. Essa condição também é caracterizada por certos comportamentos que não são apresentados em crianças que não possuem algum transtorno neurológico. 

Outros transtornos, como o Transtorno de Processamento Sensorial (TPS) e Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD), também fazem com que os pais tenham dificuldades em identificar a condição presente em seus filhos, visto que, é possível encontrar pontos em comum entre eles.

Nesse sentido, é fundamental buscar o auxílio de profissionais que possam fazer o diagnóstico adequado. 

Quanto mais cedo for identificado o transtorno, maior o tempo de acompanhamento de profissionais capacitados para trabalhar as características de cada transtorno, ajudando os pequenos a lidar melhor com seus próprios sentimentos e comportamentos. 

O que é diagnóstico diferencial e por que preciso entender sobre isso?

Para finalizar, uma dica extra que pode ser importante na hora de você buscar auxílio para entender o por que o seu filho está apresentando certos comportamentos. 

Como dissemos anteriormente, o diagnóstico de TDAH e TOD é baseado essencialmente no guia do DSM-V.  Entretanto, buscar o chamado diagnóstico diferencial pode ser uma saída importante para ter, de fato, um diagnóstico completo dos transtornos neurológicos.

Apesar de existirem diferenças entre TDAH e TOD, vimos que o Transtorno Opositivo-Desafiador pode estar presente nas crianças com TDAH. Ou seja, é possível que um profissional, caso não utilize os métodos do diagnóstico diferencial, faça uma identificação equivocada do transtorno.

Nesse sentido, para que seja feito o diagnóstico diferencial, o profissional da área, como um psicólogo ou neurologista, deve reunir todas as informações possíveis a respeito dos comportamentos apresentados. 

A partir disso, levando em consideração o DSM-V, seus métodos e conhecimentos adquiridos ao longo do tempo, ele deverá elencar quais as possíveis causas desse comportamento, ou seja, quais transtornos podem estar representados no paciente. 

Como todo diagnóstico de transtorno neurológico é clínico, feito através de observação e testes com os pacientes, esse profissional deve utilizar o máximo de recursos possíveis para acertar o diagnóstico, eliminando as possibilidades menos prováveis até chegar em uma conclusão mais assertiva. Dessa maneira, o diagnóstico diferencial se baseia justamente nessa ideia de eliminação. 

Entender sobre isso pode ser fundamental para que você consiga o melhor acompanhamento para os seus filhos. É importante sempre desconfiar de diagnósticos rápidos e sem muitos critérios. O diagnóstico diferencial diminui a margem de erro na hora da identificação de transtornos como TDAH e TOD.

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