Meu filho não me olha nos olhos quando chamo, o que ele tem?
Meu filho não me olha nos olhos quando chamo, o que ele tem?

Você chama seu filho para almoçar e não recebe nenhuma resposta…Tampouco ele aparece. Você chama de novo e nada. Decide, então, ir até ele, e encontra o pequeno brincando ou entretido em alguma outra atividade e, mesmo que você chame de novo, dessa vez lado a lado, você percebe: “meu filho não me olha nos olhos“. 

Existem muitos casos em que, apesar do susto inicial, a criança pode estar apenas se entretendo com algo. Pode ser o caso de crianças pequenas que passam muito tempo no celular ou na televisão, por exemplo: o excesso de estímulos visuais torna todo o resto pouco interessante e, consequentemente, a criança poderá ignorar os chamados e se distrair facilmente. 

No entanto, essa é uma preocupação válida para os pais ou cuidadores, já que o contato visual é uma necessidade do convívio social e também é um indicativo para casos de autismo e até surdez infantil. 

A importância do contato visual

Meu filho não me olha nos olhos quando chamo, o que ele tem?

Olhar nos olhos das pessoas quando estamos interagindo é um movimento que, na grande maioria das vezes, acontece sem que sequer percebamos. Com exceção de momentos de constrangimento ou casos de algum distúrbio ou transtorno (como ansiedade, pânico, autismo, etc.), olhar nos olhos de outra pessoa é como respirar ao falar, você faz e nem pensa muito nisso. 

Do mesmo modo, você repara nos olhos da pessoa com quem está falando sem dar conta. As pessoas são capazes de perceber quando a outra está com raiva ou vergonha, quando está triste ou muito feliz, e até mesmo se está mentindo ou confiante naquilo que diz. Isso acontece em grande parte por causa da expressão facial ao redor dos olhos, principalmente. 

Na comunicação com outras pessoas, podemos reparar que uma pessoa está feliz pelo modo como seu corpo está agindo (com energia e empolgação, por exemplo). Mas muito mais certeiro que isso, é que reparamos sem mesmo perceber conscientemente, são os músculos ao redor dos olhos durante um sorriso: uma risada ou sorriso verdadeiros são muito diferentes daqueles “sorrisos amarelos” porque apenas um sorriso sincero puxa os músculos laterais dos olhos, formando aqueles “pés de galinha” que fecham um pouco a abertura das órbitas oculares. 

Ou seja, analisando apenas a questão das expressões faciais, já podemos perceber a grande importância que o contato visual tem: permite que a pessoa entenda melhor a situação e também as intenções do indivíduo com quem está se comunicando. Agressividade, dissimulação, tristeza, desespero, alegria, admiração, desatenção, ganância e até determinação podem ser percebidas com o contato visual, além de diversas outras virtudes ou qualidades das ações e emoções humanas. 


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Isso tudo que mencionamos são as possibilidades que o “olho no olho” traz, mas existem ainda as percepções que fazemos mesmo quando o contato não acontece. Os seres humanos, diferentemente de outros símios, possuem uma grande rede neural de percepção do movimento dos olhos. Para nós, instintivamente, é muito importante saber para onde os outros estão olhando

Você pode fazer um teste: pare em um corredor movimentado e repare que ninguém fica olhando para o alto. As pessoas percebem o que têm acima de suas cabeças e, ordinariamente, não dão mais atenção. Tente, então, parar em algum lugar onde os passantes consigam te ver e apenas comece a olhar para cima, talvez, com a testa um pouco franzida, como quem está curioso ou não entende o que está olhando. Muita gente vai ver você fazendo isso e, imediatamente, procurar a fonte dessa curiosidade. 

Em uma conversa não é diferente: tanto um contato visual fixo quanto a inexistência de contato visual causa desconforto na pessoa que está conversando, e uma das explicações para esses casos é que isso pode causar sensação de ameaça e desinteresse ou falsidade, respectivamente. 

Por esses e vários outros motivos, que você pode imaginar agora que entendeu um pouco melhor a importância social e cognitiva do contato visual, é tão comum que aconteça a preocupação do “meu filho não me olha nos olhos, o que fazer?”. Então, vamos entender o que pode causar essa condição e como podemos ajudar nossos pequenos. 

Meu filho não me olha nos olhos, o que pode ser?

Meu filho não me olha nos olhos quando chamo, o que ele tem?

Quando uma mãe ou um pai percebe “meu filho não me olha nos olhos”, eles podem reagir de várias maneiras. De todas as possibilidades, a pior é ignorar o fato e tentar se enganar de que, com certeza, não é uma coisa importante. A melhor escolha é considerar seriamente o fato e analisar outros fatores, porque esse pode ser um sinal da presença do TEA ou de surdez. 


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Mas calma, se já passou pela sua cabeça que “meu filho não me olha nos olhos”, mantenha a calma e analise a situação com atenção, porque em ambos os casos, ou seja, na possibilidade de surdez ou TEA, o melhor para o seu pequeno é uma intervenção precoce, que vai ajudar mais efetivamente do que se o problema for postergado. Vamos, então, entender mais sobre a surdez infantil e a possibilidade da presença do Transtorno do Espectro Autista.    

Meu filho não me olha nos olhos, pode ser surdez?

A surdez infantil pode aparecer em uma graduação que vai de leve até a surdez severa, e pode tanto acompanhar a criança desde o nascimento, ou então surgir devido a alguma lesão.

Para testar a audição do seu pequeno, além de chamar por ele, você pode testar alguns reflexos com outros sons, como por exemplo estalar os dedos perto das orelhas dele, tentar assustar ele com um som alto ou chamar a atenção com música. 

Ainda assim, é importante saber que mesmo que a criança responda aos sons, a possibilidade de uma surdez leve não deve ser eliminada e a melhor escolha é levar a criança no pediatra, apresentando suas dúvidas e preocupações como mãe ou pai.

Meu filho não me olha nos olhos, pode ser autismo?

Meu filho não me olha nos olhos quando chamo, o que ele tem?

Um dos sinais mais conhecidos da presença do TEA é a dificuldade que a pessoa no espectro tem de olhar nos olhos de outra pessoa. Essa característica, quando presente, se manifesta desde a infância, então quando você perceber “meu filho não me olha nos olhos”, pode ser um indicativo do autismo. 

No entanto, esse sinal por si só não é o bastante para um diagnóstico. É preciso se atentar a vários outros sintomas, como o apego à rotina, a aversão a estímulos muito fortes, como sons e luzes muito altos e fortes, e várias outras coisas. 

Por isso, o melhor a se fazer em caso de suspeita de que a criança esteja no espectro é procurar, o mais rápido possível, a avaliação de neuropediatras, psiquiatras infantis, psicólogos e neuropsicólogos. 


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“Mas tudo isso?” Sim. O diagnóstico para o TEA deve ser feito com a avaliação de vários profissionais da área, por se tratar de diagnóstico clínico e que é aplicado considerando caso por caso. 

Fique atento no desenvolvimento infantil

Tanto no caso da criança que não olha nos olhos quanto nos casos de um desenvolvimento aparentemente normal, é muito necessário aos pais estudarem e entenderem como funciona o desenvolvimento infantil e os sinais que podem alertar uma possível complicação. Sendo assim, procure artigos, informações e curiosidades divulgadas por especialistas, como os textos presentes no meu blog, por exemplo. 

Para não deixar passar nenhum conhecimento, me acompanhe também nas redes sociais: eu estou no Instagram, YouTube e TikTok, sempre oferecendo muito conteúdo informativo de maneira descontraída e simples de entender. Nos vemos por lá!

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                A psicologia infantil entrou na minha vida após um intercâmbio estudantil. Morei com uma família francesa com 4 irmãozinhos de 3, 5, 7 e 8 anos. Eu era a irmã mais velha, e foi a primeira vez que experienciei tantas crianças por perto, e foi bem fácil me apaixonar por isso. Uma das crianças possuía alguns pensamentos suicidas, com 8 anos falava em morte, e eu descobri, através do vínculo com ele, o poder do afeto e da palavra, e foi a partir dessa experiência que eu entendi a base da psicologia infantil, voltei para o Brasil em 2007 já sabendo que eu queria fazer psicologia, em 2009 entrei em psicologia na UFPR.

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                A psicologia infantil entrou na minha vida após um intercâmbio estudantil. Morei com uma família francesa com 4 irmãozinhos de 3, 5, 7 e 8 anos. Eu era a irmã mais velha, e foi a primeira vez que experienciei tantas crianças por perto, e foi bem fácil me apaixonar por isso. Uma das crianças possuía alguns pensamentos suicidas, com 8 anos falava em morte, e eu descobri, através do vínculo com ele, o poder do afeto e da palavra, e foi a partir dessa experiência que eu entendi a base da psicologia infantil, voltei para o Brasil em 2007 já sabendo que eu queria fazer psicologia, em 2009 entrei em psicologia na UFPR.

                Quem é Caroline?

                Psicóloga graduada pela Universidade de São Paulo (USP)
                Doutoranda em Psiquiatria pela FMUSP
                Mestre e Especialista em Análise do Comportamento Aplicada aos Transtornos do Desenvolvimento pelo Núcleo Paradigma

                Quem é Michele?

                Psicóloga, trainer ESDM certificada pela UC DavisTambém é professora de graduação em disciplinas sobre linguagem, comunicação, autismo e inclusão. Em 2016, trouxe e organizou o primeiro workshop do Modelo Denver de Intervenção Precoce no Brasil, difundindo sua eficácia. Em 2021 fez a formação básica e avançada no modelo Jasper e organizou o primeiro workshop introdutório do modelo com tradução para o português.

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                Psicóloga (Crp 05/43691) - Universidade Federal do Amazonas (UFAM) Pós-graduada em Desenvolvimento Infantil e Neuroeducação (Inclusão Eficiente-SP) Terapeuta certificada no modelo JASPER (Joint Attention, Symbolic Play, Engagement and Regulation) pela Universidade da Califórnia, Los Angeles (UCLA-USA) e no modelo Legotherapy para habilidades sociais. Certificação avançada no modelo ESDM (Early Start Denver Model) UC Davis Mind Institute.

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                Psicóloga (CRP-04/62739) e Mestranda em Cognição e Comportamento pela UFMG. Possui formação em aplicações da RFT ao Transtorno do Espectro Autista. Tem o foco de estudo/pesquisa em intervenções comportamentais para rigidez de ordem superior em crianças com TEA.

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                Mayara Figueiredo Nunes Psicóloga - CRP 08/17314 Diretora da Play Intervenção Comportamental Mestra em Psicologia Clínica (USP) Analista do Comportamento certificada pela ABPMC- 007/2021 QBA - Qualified Applied Behavior Analysis Credentialing Board #11349 IBA - International Behavior Analyst - IBAO #43884896) Instrutora certificada internacionalmente em Gerenciamento de Crises pela PCMA

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                Graduada em psicologia pela Universidade Federal do Paraná. Mestre em Psicologia, na linha de avaliação e reabilitação neuropsicologia pela Universidade Federal do Paraná. Especialista em Neuropsicologia pelo Conselho Federal de Psicologia. Proprietária da Cognos Materiais de Estimulação Cognitiva e Sócia da Cognos Centro de Neuropsicologia.

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