Filme sobre transtorno opositivo desafiador: 4 recomendados

Filme sobre transtorno opositivo desafiador: 4 mais recomendados
Paulinha Psico Infantil

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Olá, sou a Paulinha, psicóloga infantil com foco em transtornos do neurodesenvolvimento. Crio conteúdos na internet desde 2015 e ajudo milhares de mães e outras profissionais da área todos os dias aqui e em minhas redes sociais.

A arte imita a vida. E, como não poderia ser diferente, em diversas situações já podemos ver representado diversos casos de personagens com algum tipo de transtorno nos cinemas. Filme sobre transtorno opositivo desafiador (TOD), por exemplo, traz a representação dessa adversidade que atinge diversas crianças e adultos.

Nesses casos, são representadas crianças ou jovens com padrões de frequente desobediência e afronta a figuras de autoridade. Teimosia, difícil trato e altamente irritável também são características comuns das crianças com todo. Além disso, outros atributos que descrevem as pessoas com TOD são: 

  • Ter o chamado “pavio curto”, ou seja, não conseguir manter a calma em situações de adversidade;
  • Incomodar outras pessoas de forma intencional;
  • Responsabilizar os demais pelos erros cometidos;
  • Alta sensação de culpa por realizar algo reprovável.  

Diante desse cenário, separei para você uma seleção de filme sobre transtorno opositivo desafiador e a forma como é representado nos cinemas. Siga com a leitura e conheça mais. 

3 Filme sobre transtorno opositivo desafiador

3 Filme sobre transtorno opositivo desafiador

1) Transtorno Explosivo

Filme sobre transtorno opositivo desafiador alemão, da diretora Nora Fingscheidt (38), o Transtorno Explosivo (2019) tem uma forte representação de uma criança com TOD. A personagem principal Benni (atriz-mirim Helena Zengel) tem apenas nove anos e apresenta constantes ataques de raivas violentos, direcionados a todos que passam pelo seu caminho, mas principalmente sua mãe, Bianca (Lisa Hagmeister).

Por conta desse comportamento, Bianca acaba desistindo de manter a guarda de Benni, o que faz com que a criança passe por diversos lares adotivos. Apesar disso, por manter o comportamento agressivo contra as autoridades que encontra, Benni não consegue encontrar uma nova família e insiste em seguir morando com sua mãe.

Diversas personagens buscam ajudar nesse tratamento de Benni e reconciliação com sua mãe, mas esbarram na gravidade da doença que a garota possui. Em poucos segundos, uma garota fofa e amável se transforma em um ser apavorante e cheio de fúria capaz de amedrontar qualquer um.

Diante desse cenário, o filme sobre transtorno opositivo desafiador se desenrola com pano de fundo que mostra a dificuldade que uma família pode enfrentar devido ao distúrbio. A produção consegue representar os detalhes sem apelar para o drama excessivo ou sentimentalismo exagerado. 

2) Fight Club 

 Fight Club

O Clube da Luta (1999) – Fight Club em inglês – é outro filme sobre transtorno opositivo desafiador, mas dessa vez com a representação já na fase adulta. O drama é protagonizado por um homem comum (Edward Norton), que não é identificado, mas que sofre de insónias e que vê sua saúde mental se deteriorando por conta da falta de descanso. 

Retornando de uma viagem de negócios, ele conhece Tyler Durden (Brad Pitty), um fabricante de sabonetes com uma filosofia de vida singular. A partir desse encontro, a vida do personagem principal muda completamente, passando a ser um homem que não segue mais os padrões. Os personagens fundam o chamado Clube da Luta.

Com o decorrer da história, compreende-se que Tyler Durden não passava de uma dupla personalidade do personagem principal, que quando ele dormia o controle de seu corpo e estabelecida por ações completamente desordeiras, como a criação do Projeto Caos, um exército anarquista que espalha atos de vandalismo e violência.

Dessa forma, o personagem se constrói, dentro de sua dupla personalidade, com uma forte tendência contra as estruturas já estabelecidas e papéis de autoridade. Isso vem de sua aversão e agonia do estilo de vida que tinha, causando o distúrbio que o levou a tomar, mesmo inconscientemente, atitudes irreversíveis para si e todos os que estavam em sua volta. 

3) Precisamos falar sobre o Kevin

Partindo da construção da personagem da mãe de Kevin, Eva (Tilda Swinton), o filme sobre transtorno opositivo desafiador, “Precisamos falar sobre o Kevin”, mostra que esse distúrbio não necessariamente precisa ter início em uma ação prática. Nesse caso, com uma predisposição a ser opositor e desafiador, Kevin (Jasper Newell/Ezra Miller) se estabelece como uma criança má desde cedo.

Especialmente em relação à sua mãe, Kevin não se importa em a trata-lá mal e não obedecer, estabelecendo um padrão desafiador para ela. Mesmo com a frustração, Eva busca estabelecer uma boa relação com o filho, pela responsabilidade da criação, mas fica claro que Kevin simplesmente a odeia. 

Com uma belíssima interpretação de Tilda Swinton, fica perceptível a construção da personalidade antissocial de Kevin, com sua mãe como grande opositora. Todo o drama acaba resultando no massacre que Kevin, aos 16 anos, realiza em sua escola de ensino médio nos Estados Unidos. 

Além da parte genética, como já mencionei, é preciso pontuar aqui outros fatores que podem ter contribuído para a construção dessa personalidade caótica de Kevin:

  • Gravidez mal planejada de Eva;
  • Mau relacionamento da família com outros parentes e vizinhos; 
  • Minimização dos atos violentos praticados por Kevin na infância;
  • Falta de ação da escola em promover a inclusão de Kevin no ambiente escolar. 

4) Mommy

Mommy

Outro filme sobre transtorno opositivo desafiador é Mommy (2014), quinto longa-metragem do diretor canadense Xavier Dolan. Nesse caso, é representada a complexa relação de Diane Després (Anne Dorval) com seu filho Steve (Antoine-Olivier Pilon), portador do TOD.

Com um comportamento agressivo e desobediente, Steve acaba sendo expulso do reformatório em que estava após atear fogo na cafeteria do local e queimar um colega. Dessa forma, ele é obrigado a retornar para a casa de sua mãe, o que gera uma série de situações de embate, principalmente, pela agressividade que Steve estabelece devido a TOD.

Esse cenário só passa a mudar com a entrada de Kyla (Suzanne Clément), vizinha dos dois, na história. A partir disso, um sentido de equilíbrio passa a ser visto. Mas, como você pode perceber, nada pode ser considerado muito normal dentro dessa relação muito conturbada entre mãe e filho. 


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Gostou de conhecer esses exemplos de filme sobre transtorno opositivo desafiador? Tenho diversos outros conteúdos sobre a TOD que podem te ajudar. Por isso, não perca tempo e me siga agora mesmo Instagram, Facebook, YouTube e TikTok para ficar por dentro de tudo isso e muito mais sobre o mundo da Psicologia Infantil. 

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