Fobia de criança: Descubra quais são as mais comuns

Fobia de criança: Descubra quais são as mais comuns
Paulinha Psico Infantil

Paulinha Psico Infantil

Olá, sou a Paulinha, psicóloga infantil com foco em transtornos do neurodesenvolvimento. Crio conteúdos na internet desde 2015 e ajudo milhares de mães e outras profissionais da área todos os dias aqui e em minhas redes sociais.

A fobia de criança, em outras palavras, aquelas que acontecem durante a infância, são extremamente comuns e podem variar amplamente em termos de tipos e gravidade, dependendo de cada criança e do contexto no qual ela vive. 

Elas representam medos intensos e irracionais de objetos, situações ou animais específicos. As crianças podem desenvolver fobias por várias razões, incluindo experiências traumáticas, predisposição genética e influências ambientais. 

Vamos, então, explorar a fobia de criança, quais são as mais comuns e o porquê de sua ocorrência: 

Fobia de animais: A fobia de criança mais como é a fobia relacionada à animais. Os animais que costumam desencadear essa fobia incluem cães, gatos, aranhas, cobras e insetos. 

Muitas vezes, essas fobias surgem devido a experiências negativas, como uma mordida de cachorro ou uma picada de inseto. A falta de exposição aos animais desde cedo também pode contribuir para o medo. 

O cérebro das crianças está em desenvolvimento e, às vezes, elas têm dificuldade em distinguir entre um animal inofensivo e um potencialmente perigoso. Ter medo de animais é uma resposta natural de autopreservação, mas quando se torna uma fobia, pode afetar significativamente a vida da criança.

Fobia de escuro: O medo do escuro, chamado de nictofobia, é a fobia de criança que mais vemos representada em filmes e da qual escutamos falar com maior frequência. Ela é outra fobia comum na infância. 

Isso pode ser causado pela ansiedade associada à ideia de que coisas ruins acontecem no escuro ou pelo medo do desconhecido. Muitas crianças superam esse medo à medida que crescem, mas em alguns casos, ele persiste e se torna uma fobia. 

Ter uma luz noturna ou um objeto reconfortante, como um bicho de pelúcia, no quarto pode ajudar a criança a lidar com esse medo e adquirir meios de regular os sentimentos para que possa pedir ajuda.

Fobia de palhaços ou figuras fantasiadas: O medo de palhaços ou figuras fantasiadas, conhecido como coulrofobia, é bastante comum em crianças pequenas e é a fobia de criança que causa maior curiosidade depois que crescemos um pouco e a superamos. 

As máscaras e maquiagem pesada podem parecer assustadoras para os pequenos, especialmente quando fora de contexto, como em um circo ou evento. Além disso, as expressões faciais exageradas dos palhaços podem ser difíceis de interpretar para as crianças, causando desconforto. A exposição gradual e positiva a palhaços e personagens fantasiados pode ajudar a reduzir esse medo.

Fobia de injeções ou agulhas: O medo de injeções ou agulhas não é somente fobia de criança, mas também pode iniciar na vida adulta de pessoas que não estão habituadas a conviver com o objeto e acabam por vivenciar momentos de grande dor e desconforto associados ao objeto.  

Fobia de criança: Descubra quais são as mais comuns

Conhecida como belonofobia, ela está ligada à ansiedade em relação a vacinas ou procedimentos médicos que envolvem agulhas. A dor associada a esses procedimentos e o medo do desconhecido podem contribuir para o desenvolvimento dessa fobia de criança

Os pais e profissionais de saúde podem ajudar as crianças a enfrentar esse medo explicando o procedimento de forma simples e honesta e fornecendo apoio emocional.

Fobia de tempestades e trovões: A fobia de tempestades, conhecida como astrafobia, é muito mais comum em crianças dos mais diversos lugares e contextos sociais. 

Trovões e relâmpagos podem ser assustadores devido ao barulho alto e à iluminação intensa. Essa fobia de criança pode ser exacerbada se a criança já teve experiências traumáticas durante tempestades, como quedas de energia ou danos à propriedade. 

A educação sobre como funcionam as tempestades e o uso de estratégias de relaxamento podem ajudar a criança a entender que está segura e a enfrentar esse medo.

Fobia de altura: O medo de altura, chamado acrofobia, pode se desenvolver em crianças e muitas vezes está relacionado à falta de familiaridade com alturas. 

As crianças podem ter uma compreensão limitada dos perigos envolvidos e, portanto, podem se sentir inseguras quando expostas a alturas, como em uma escada, próximo ao vão do trem ou uma parede de vidro em um local alto. Uma exposição gradual e segura a alturas, com supervisão cuidadosa, pode ajudar a criança a superar esse medo.

Como os pais ou cuidadores podem ajudar as crianças a superá-las? 

Os pais ou cuidadores desempenham um papel fundamental em ajudar as crianças a superar seus medos. Eles são, afinal, o porto seguro da criança e sua referência quando o assunto é como reagir às situações, complexas ou simples, e o que fazer para lidar com sentimentos novos e intensos. 

Primeiro, ouvir atentamente o que a criança está sentindo e validar suas emoções, mesmo que o medo pareça irracional é a melhor maneira de acolhimento. Explicar de forma adequada à idade da criança, o que está causando o medo de uma forma que ela possa entender e tornar a situação algo racional irá ajudar a diminuir sentimentos de ansiedade em relação à o que está acontecendo. Claro, é sempre bom pular os detalhes assustadores.

Fobia de criança: Descubra quais são as mais comuns

Outro movimento que nós, adultos, devemos ter é manter a calma para transmitir tranquilidade à criança, evitando demonstrar preocupação excessiva. Se o medo for de algo específico, como animais, exponha a criança gradualmente a essas situações, sempre respeitando seu ritmo e substituindo o medo pela curiosidade.

Às vezes, histórias ou brincadeiras que envolvam a imaginação podem ajudar a criança a enfrentar seus medos de forma simbólica, assim como ter rotinas previsíveis envolvendo a situação pode fornecer segurança e reduzir a ansiedade.

Evitar reforçar o medo da criança também é uma forma de ajudar. Não ceda a rituais excessivos que podem perpetuar o medo, mostrando como lidar com situações assustadoras de forma calma e controlada, com soluções lógicas, servindo como um modelo para a criança.

Elogios e recompensas também têm um papel importante para incentivar a coragem da criança ao enfrentar seus medos, mesmo que seja um pequeno passo.

Se o medo persistir ou for muito debilitante para o pequeno, ou pequena, considere consultar um psicólogo infantil. Lembre-se, ainda, de que seu filho, sobrinho, aluno, etc. é uma criança única, e o que funciona para uma pode não funcionar para outra. 

A empatia, o apoio e a paciência dos pais são recursos essenciais para ajudar as crianças a superar seus medos. E se você precisa de ajuda para desenvolver meios de auxiliar a criança que está passando por uma situação de extrema ansiedade e medo, não tenha receio de me procurar nas redes sociais  (Instagram, TikTok e Facebook)! 

No meu canal do YouTube e no meu blog você encontra dicas e informações para ajudar você, a sua família e os profissionais que acompanham o seu filho, ou filha, no dia a dia. Não deixe de conferir os outros posts! 

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