Bebê autista: 10 dicas da psicologia do que você precisa ficar de olho.

Bebê autista: 10 dicas da psicologia do que você precisa ficar de olho.
Paulinha Psico Infantil

Paulinha Psico Infantil

Olá, sou a Paulinha, psicóloga infantil com foco em transtornos do neurodesenvolvimento. Crio conteúdos na internet desde 2015 e ajudo milhares de mães e outras profissionais da área todos os dias aqui e em minhas redes sociais.

Se você chegou até este post, provavelmente já pesquisou um pouco sobre o que é o autismo e como ele afeta as crianças e, principalmente, quais são as possibilidades de o seu pequeno, ou pequena, ser um bebê autista

Então, a minha primeira dica é deixar um pouco da preocupação de lado (sim, não é fácil) e descobrir comigo 10 coisas que irão ajudar você, papai ou mamãe, a ter um pouco mais de segurança quanto à convivência com o TEA. 

Vamos lá? 

1. Não, não precisa esperar! 

Identificar precocemente o bebê autista é um passo fundamental para garantir que ele receba a intervenção e o apoio necessários para um desenvolvimento plenamente saudável.

Quanto mais cedo a intervenção começar, mais eficaz ela pode ser. Terapeutas especializados podem sim trabalhar com o bebê autista desde os primeiros meses de vida, ajudando-os a desenvolver habilidades fundamentais para o seu desenvolvimento.

Estudos mostraram que crianças que recebem intervenção precoce têm maior probabilidade de fazer progressos significativos em áreas como comunicação, linguagem e interação social, as mais impactadas pelo transtorno. Em outras palavras, quanto mais cedo você começar, mais tempo seu filho terá para aprender e crescer dentro de cada período.

A intervenção precoce pode não somente melhorar a qualidade de vida da criança, mas a da família como um todo. Quanto mais cedo seu filho desenvolver habilidades de comunicação e interação social, mais fácil será para ele se conectar com os familiares e se envolver em atividades do dia a dia, evitando o isolamento.

2. Atenção aos sinais de alerta: 

Familiarizar-se com os sinais de alerta do autismo em bebês, como ausência de contato visual, atrasos na linguagem e dificuldades de interação com os pais ou cuidadores. Quanto mais cedo você identificar esses sinais, mais cedo poderá buscar ajuda.

Os pais podem, ao receber um diagnóstico, ter acesso a orientações sobre como lidar com desafios específicos e serem conectados a recursos e grupos de apoio, serviços e terapias específicas para o bebê autista, que podem não estar disponíveis sem um diagnóstico formal. 

Possibilidades que incluem terapias comportamentais, fonoaudiologia e terapia ocupacional, apoios importantíssimos para que a criança com autismo encontre meios de progredir independentemente de limitações externas. 

Obter um diagnóstico precoce permite, ainda, que você e sua família se planejem para o futuro com base na realidade da criança. Você pode tomar decisões informadas sobre a melhor educação, as terapias mais adequadas e as estratégias de apoio que fazem mais sentido à medida que seu filho cresce.

Bebê autista: 10 dicas da psicologia do que você precisa ficar de olho.

3. Faça perguntas! 

Consultar um pediatra ou um especialista em desenvolvimento infantil é o primeiro passo essencial se você tiver quaisquer preocupações sobre o desenvolvimento do seu bebê autista

E eu gostaria de lembrar de que, mesmo que as preocupações iniciais não sejam confirmadas como autismo, é importante manter um canal de comunicação aberto com esses profissionais, pois eles podem fornecer orientações valiosas sobre o desenvolvimento e o crescimento saudável do seu bebê. 

Sendo assim, não hesite em compartilhar suas preocupações e observações, pois quanto mais informações você fornecer, melhor será a compreensão do quadro geral e das possibilidades!

4.  Assim que possível, dê início às intervenções!

Se o diagnóstico for confirmado, comece a terapia e intervenção assim que for possível! Terapeutas especializados podem trabalhar com você, seu bebê e sua rede de apoio para desenvolver habilidades de comunicação, interação social e comportamento que servirão de base para um desenvolvimento saudável.

5. Crie um ambiente estruturado! (Para você e seu bebê) 

O bebê autista necessita de rotinas e ambientes estruturados. O que quero dizer com isto é que estabelecer uma programação consistente para refeições, sonecas e atividades pode proporcionar uma sensação de previsibilidade e segurança para o bebê, diminuindo consideravelmente o sentimento de ansiedade. 

Você pode tentar se certificar de que as transições entre as atividades sejam suaves e gradualmente introduzidas. Como? Incluindo a criação de sinais visuais ou sonoros para indicar mudanças iminentes, como uma música suave antes da hora de dormir. 

Manter o ambiente livre de distrações sempre que possível, também pode ajudar o bebê a se concentrar em uma única atividade por vez. Essa estrutura pode ser particularmente benéfica para o bebê autista, pois pode proporcionar um senso de ordem em seu mundo em desenvolvimento. 

Bebê autista: 10 dicas da psicologia do que você precisa ficar de olho.

6. Comunicação visual é uma forte aliada! 

A comunicação visual é um dos pontos frequentemente esquecidos mas que faz parte da linguagem do bebê autista. Soluções como quadros de comunicação ou cartões com imagens, irão ajudar o seu bebê a entender e expressar suas necessidades.

7. Paciência! 

Lembre-se de que cada criança é única, e o progresso irá ser gradual, diferente dos demais familiares e amigos, e não vai acontecer no mesmo ritmo das crianças que não convivem com o TEA. Porém, acima disso, seja paciente com seu bebê e celebre as pequenas conquistas dele ao longo do caminho único que está sendo trilhado.

8. Estimule a interação social sem “forçar a barra”.

Promova a interação social controlada do seu pequeno, mesmo que seu bebê não responda da forma esperada inicialmente. Sorria, fale e brinque com ele, incentivando-o a se envolver nas atividades. Durante o banho, a troca de fraldas, a alimentação, sempre lembrando que ele está ali e você também.  

9. Conecte-se com outros pais! 

Procure grupos de apoio ou comunidades online nas quais você possa se conectar com outros pais de bebês autistas. Compartilhar experiências e obter apoio emocional pode ser muito reconfortante e útil. A experiência é uma ótima professora e, ao ser compartilhada, tende somente a expandir as possibilidades e conhecimentos. 

Outro ponto positivo é a validação dos seus sentimentos, frustrações, alegrias e conquistas como papai ou mamãe de uma criança com autismo. 

10. Continue buscando informações! 

O autismo é um espectro vasto, e a pesquisa continua avançando todos os anos. Mantenha-se atualizado sobre novas terapias, abordagens e recursos que possam beneficiar seu bebê. Nas minhas redes sociais  (Instagram, Facebook, TikTok e YouTube)  eu sempre compartilho referências e dicas atualizadas! 

Lembre-se de que cada bebê é único, e o desenvolvimento deles ocorre em seu próprio ritmo. Com amor, apoio e intervenção adequada, muitas crianças autistas fazem progressos significativos e levam vidas felizes e saudáveis.

Procurando um profissional que possa te atender com a dedicação e profissionalismo que você merece? Confira a minha lista de alunas e encontre alguém próximo de você! 

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